Faturamento com Taxas de Processamento de Artigos (APC)
análise com revistas brasileiras com indícios de más práticas editoriais
DOI:
https://doi.org/10.5195/biblios.2025.1230Palavras-chave:
Práticas editoriais predatórias, Comunicação científica, Revistas científicas, taxa de processamento de artigo (APC)Resumo
Objetivo. Analisar o faturamento gerado pela cobrança de Taxas de Processamento de Artigos (APCs) em revistas brasileiras com indícios de más práticas editoriais, a partir de dados de estudos anteriores. Método. Adotou-se abordagem exploratória, com metodologia quali-quantitativa. Os dados foram coletados nos sites das revistas e complementados com informações do OpenAlex. Resultados. Todas as revistas analisadas exigem o pagamento de APCs, sem políticas de isenção. O faturamento variou de R$ 62.000,00 / US$ 11.356,63 a mais de R$ 17.000.000,00 / US$ 3.130.430,35, indicando receitas substanciais e crescentes. Conclusões. Algumas revistas se consolidaram como modelos de negócio, explorando o Acesso Aberto e a avaliação científica para publicar grandes volumes de artigos mediante pagamento de APCs. O cenário reforça a urgência de discutir práticas editoriais predatórias e seus impactos na equidade e na qualidade da comunicação científica.
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