Institucionalização da divulgação científica por redes sociais nas universidades federais brasileiras
DOI:
https://doi.org/10.5195/biblios.2025.1224Palavras-chave:
Divulgação científica, Redes sociais, Universidades federaisResumo
Objetivo. É crucial que o campo científico e o campo midiático estejam cada vez mais próximos e conectados e que as universidades estejam adaptadas às ligeiras inovações nesse ecossistema. Dessa forma, a presente pesquisa pretende responder como estão pautadas as redes sociais no processo de divulgação científica institucional. O objetivo consiste em analisar a institucionalização da divulgação científica por redes sociais nas universidades federais brasileiras. Mobilizou-se referenciais teóricos da Ciência da Informação, Comunicação e Educação para conhecer as diferentes concepções de divulgação científica e fortalecer a compreensão do seu caráter dialógico-comunicativo. Método. A revisão da literatura subsidiou a construção de dois modelos de roteiro para analisar as diretrizes institucionais de divulgação científica por redes sociais documentadas e as práticas de divulgação científica institucional nas redes sociais. Os critérios de análise foram aplicados em uma amostra de 35 universidades federais brasileiras, a partir de dados coletados das páginas virtuais oficiais e dos perfis nas plataformas digitais YouTube, Instagram, Facebook e Twitter. Resultados. Desenvolveram-se parâmetros objetivos e subjetivos que permitiram analisar as informações, de um ponto de vista descritivo, para conhecer as características da divulgação científica documentada e executada nas redes sociais. Esse conhecimento situacional deu sustentação às intervenções sugestivas de aprimoramento do que foi observado. Conclusões. Considerando-se o protagonismo das universidades federais e a instrumentalização das redes sociais, a análise adotou uma concepção particular de divulgação científica que é não-exclusiva, ou seja, considera um conjunto de atividades que não se restringem a apenas um modelo de comunicação pública da ciência. Os aspectos acessíveis, centralizadores e não-unidirecionais da divulgação científica formaram parâmetros para análise que aspirou responder “o quê fazer?”, “o quê está sendo feito?” e “o quê pode ser feito?”.
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